Cities of translators São Paulo 'Lieder' traduzidos, em voz e violão
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'Lieder' traduzidos, em voz e violão

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PROGRAMA

1. SARABANDA (J. S. Bach/ Arthur Nestrovski)

2. CLARA/ Dichterliebe, i (Schumann/ Heine// Arthur Nestrovski)

     / CANÇÃO DE AMOR (Elano de Paula/ Chocolate)

3. COLHEITA/ Dichterliebe, ii (Schumann/ Heine// Arthur Nestrovski)

     / JANELAS ABERTAS (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes)

4. CAIS/ Dichterliebe, iv (Schumann/ Heine// Arthur Nestrovski)

   / PERFUME DE LÍRIOS/ Dichterliebe, v (Schumann/ Heine// 

     Arthur Nestrovski)

5. PRA QUE CHORAR Dichterliebe, vii (Schumann/ Heine// 

     Arthur Nestrovski)

6. UM SOM NO AR / Dichterliebe, x (Schumann/ Heine// Arthur Nestrovski)

7. CISNE (Saint-Saëns/ Arthur Nestrovski)

8. SERENATA Ständchen (Schubert / Rellstab// Arthur Nestrovski)

9. ESTRELA D'ALVA (Schubert / Mayrhofer // Arthur Nestrovski)

10. OUTRA NOITE (Schubert / Collin// Arthur Nestrovski)

 

FICHA TÉCNICA

 

Arthur Nestrovski, violão

Lívia Nestrovski, voz

Arranjos: Arthur Nestrovski

Gravado e mixado por Alexandre Fontanetti (Space Blues)

Filmado e editado por José de Holanda

 

 

Leia também: Canções traduzidas, por Arthur Nestrovski

 

Leia também: José Miguel Wisnik entrevista Arthur e Lívia Nestrovski

 

 

 

 

 

SOBRE SARABANDA

Disco lançado em 2020 contendo as canções deste concerto, com exceção de Serenata e Pra que chorar, lançadas no disco anterior, Pós Você e Eu, de 2016)

Quatro anos depois de Pós Você e Eu (Circus, 2016), Sarabanda consagra a parceria de pai e filha.

Aqui estão novas versões para canções de Schubert e Schumann (com seus poetas), letras inéditas para uma “Sarabanda” de Bach, que dá nome ao disco, e também para dois estudos para violão de Fernando Sor (séc. XIX), além de quatro canções novas – letra e música de Arthur –, uma de Zé Miguel Wisnik, “Mais simples” e parcerias de Vinicius de Moraes com Tom Jobim (“Janelas abertas”) e Francis Hime (“Anoiteceu”).

Um dos destaques do disco é “Cisne”, composto por Camille Saint-Saëns em 1886 como um dos movimentos da suíte O Carnaval dos Animais, e “clássico dos clássicos” do repertório para violoncelo, que agora transformada em canção, ganha letra em português. Arthur Nestrovski transporta a música do mestre romântico francês para o universo da canção brasileira.

A inédita parceria, assim como todo o álbum, tem em Lívia a predestinada intérprete, transitando com natural virtuosismo pelos dois mundos. O “Cisne” de Saint-Saëns se transforma, a seu modo, numa garota de Ipanema (“olha que coisa mais irreal/ quando ela passa o chão parece mar”). O mesmo mito da mulher que passa, que Vinicius de Moraes, de sua parte, reanimava a partir de fontes da poesia latina clássica, ganha mais uma vida nessa “coisa mais linda”, que “transcende toda beleza”.

Vale o mesmo para todo o repertório do disco. Outros momentos de clássico e popular se cruzam sem cerimônia, na melhor tradição da “gaia ciência” da canção popular brasileira.

 

DEPOIMENTOS DOS ARTISTAS

"Sarabanda é um disco muito bem representado por seu título e sua capa: uma dança lenta, meio europeia, meio latino-americana; um mergulhador em parafuso, em câmera lenta, suspenso no ar. O repertório tão conhecido do mundo dito “erudito”, mas feito de outra maneira, cantado sem impostação. Para mim, um grande desafio: um salto para dentro de algo profundo e cristalino, mas que não pode ter deslizes. Uma dança estruturada em sua forma, mas que pode, e deve, ser livre. Isso tudo misturado às canções de meu pai e de compositores brasileiros, com toda a naturalidade. Acima de tudo, acredito ser o mais lindo trabalho musical de meu pai." Lívia Nestrovski

"Acho que não preciso salientar meu prazer de acompanhar a Lívia nessas canções. Mas preciso, sim, sublinhar que o prazer vai além do laço paterno: é sempre uma grande emoção musical, mesmo, ficar lado a lado com essa cantora, minha intérprete ideal. O resto é música; e a poesia que vem da música". Arthur Nestrovski

Arthur Nestrovski é diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, desde 2010. Em 2012 também foi nomeado diretor artístico do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Doutor em Literatura e Música pela Universidade de Iowa (EUA), foi professor titular de Literatura Comparada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Trabalho como articulista da Folha de S. Paulo e editor da PubliFolha. Autor de Tudo Tem a Ver – Literatura e Música (2019) e Outras Notas Musicais (2009), entre outros livros, incluindo vários títulos premiados de literatura infantil. Mantém também atividade musical como violonista e compositor, apresentando-se e gravando com artistas como José Miguel Wisnik, Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto, no Brasil e no exterior. Lançou, entre outros, os CDs solo Jobim Violão e Chico Violão, o DVD O Fim da Canção (com Wisnik e Luiz Tatit), e dois CDs de canções com Lívia Nestrovski: Pós Você e Eu (2016) e Sarabanda (2020).

Lívia Nestrovski é cantora, bacharel em Música Popular pela UNICAMP e mestre em Musicologia pela UniRio. Ao lado de Fred Ferreira, apresentou-se em teatros e festivais de 16 países, em locais que se estendem da Amazônia ao Monte Líbano, de festivais de literatura em cidades medievais a aldeias indígenas em áreas remotas do sertão brasileiro, do evento de moda mais icônico da América Latina a importantes teatros de Nova York.  Como solista convidada, já se apresentou à frente de orquestras   como Jazz Sinfônica (Sala São Paulo), University of Illinois Jazz Concert Band (EUA), Orquestra Petrobrás Sinfônica (Teatro Municipal do Rio de Janeiro), Nelson Ayres Big Band, entre outras. Em 2019, ganhou o Prêmio Profissionais da Música na categoria Cantora. Lançou os discos DUO (2012), com Fred Ferreira, Pós Você e Eu (2016) e Sarabanda (2020), com Arthur Nestrovski e De Nada Mais a Algo Além (2014), com Luiz Tatit e Arrigo Barnabé, que se referiu a ela como "uma das maiores vozes de sua geração”.

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